Suinocultura prioriza o consumo interno para driblar os embargos

Procura pela carne está bem abaixo dos 40 quilos per capita registrados nos países desenvolvidos.

Com os joelhos calejados de tanto se prostrar aos embargos internacionais, produtores de suínos do Paraná e da região Oeste mudam a estratégia para driblar o cárcere comercial imposto por outros países, como é o caso recente da Rússia e da Ucrânia, como forma de dar uma nova direção para a atividade, que ainda se recupera dos efeitos provados pela crise.

A aposta agora é investir no mercado interno e estimular o consumo per capita, elevando-o de 15 para 18 quilos ao ano, meta a ser alcançada até 2015. Para se ter uma ideia da dimensão e da importância da carne suína no cenário mundial, o consumo médio por pessoa nos países desenvolvidos é de 40 quilos ao ano. De todos os estados brasileiros, apenas a região Sul se aproxima dessa realidade, com 30 quilos per capita.

Na Holanda, o consumo anual médio é de 68 quilos per capita. Na China, independente de sua densidade populacional – são 1,3 bilhão de habitantes -, são consumidas 50 milhões de toneladas de carne suína por ano.

O vice-presidente da APS (Associação Paranaense de Suinocultores) Jacir Dariva, explica que as barreiras impostas pelos países é uma resposta à política de importação do governo brasileiro. “A Rússia é a maior produtora mundial de cloreto de potássio e o Brasil nunca demonstrou interesse em adquirir esse item, dando margem para aquele país criar motivos para lançar embargos”, comentou. A suspensão da barreira russa à carne suína brasileira ocorreu no fim do ano passado, portanto,  a retomada normal do comércio leva de 40 a 60 dias. “Essa queda de braço sempre vai existir”.

Dariva segue o raciocínio de mudar a direção do foco e passar a investir de maneira mais intensa no mercado consumidor interno. O Paraná integra o Plano Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura e no mês de outubro serão apresentadas diversas alternativas de consumo, atestando a qualidade da carne suína. “Hoje, os suínos são tratados com o que há de melhor. Os leitões de granjas tecnificadas são alimentados com leite da melhor qualidade. A conscientização e os cuidados evoluíram, comparando a 20, 30 anos atrás”. O desafio agora é mostrar para o brasileiro, ávido por higiene e qualidade, esse novo perfil da carne suína. “A imagem de criação de fundo de quintal é passado. Agora, a tecnologia dita o ritmo na atividade”.

 

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