Reunião discute destinação das carcaças de suínos nas granjas

A Associação Paranaense dos Suinocultores (APS) está participando das discussões em torno das medidas a serem adotadas visando à destinação correta das carcaças de animais mortos nas granjas de suínos do estado.

Na manhã desta terça-feira (14), o presidente da APS, Darci José Backes, esteve com o Diretor-Presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, tratando do assunto.

O tema já havia sido discutido no dia anterior pelo grupo de estudo criado pelo Conselho de Sanidade de Suínos (Consui), dentro do setor de Saúde Animal da Adapar, para estudar medidas que visem solucionar a questão. Participam desse grupo, representantes das indústrias e de entidades como a Faep, Ocepar e da própria Adapar.

Na próxima sexta-feira, o assunto deve voltar a ser debatido, dessa vez pela Comissão Técnica de Suinocultura da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), presidida por um dos diretores da APS, Reny Gerardi de Lima. Apesar de existem vários projetos em elaboração, visando a melhor destinação das carcaças, a questão prossegue na linha de estudos e nada está definido, ainda, pelo Ministério da Agricultura.

Além da destinação correta das carcaças, outro debate envolve a proibição do uso de resíduos alimentares na dieta dos suínos, constatado em alguns pontos do estado. “Ambas as situações precisam ser tratadas, em razão de o Paraná ser exportador de carne suína, evitando riscos de contaminação de planteis e disseminação de doenças”, ressalta Darci Backes.

Segundo a Adapar, um novo decreto deve disciplinar a questão no Paraná, incluindo artigos sugeridos pelo grupo de estudo, proibindo a saída dos animais mortos, justamente por questões sanitárias. Em um desses artigos, ficaria estabelecida a proibição, salvo existência de legislação específica, da retirada dos animais mortos das granjas e, mesmo quando houver o transporte de resíduos de animais de frigoríficos e entrepostos, que seja feito apenas em veículo especialmente adaptado, evitando-se dessa forma a perda do material pelo caminho.

Já em outro artigo, o grupo de estudos sugere que seja proibida a utilização na alimentação de suínos, de quaisquer restos de alimentos que contenham proteína de origem animal, de qualquer procedência. Além do órgão de Defesa Sanitária Animal, ligado à Seab e encarregado especialmente da fiscalização de animais vivos, a questão da destinação correta das carcaças envolve também o órgão de controle ambiental que, no caso do Paraná, é o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), responsável pelas licenças ambientais concedidas às propriedades.

Uma norma regulamentadora do Mapa, a NR 34, trata da destinação dos resíduos de animais abatidos em frigoríficos e açougues, mas não em propriedades. Em razão disso, há um vácuo na lei, e o Ministério já solicitou a elaboração de projetos, por parte da Embrapa, para disciplinar a questão nas granjas de suínos.

Até o mês de agosto, deverá ser feito um levantamento que permitirá um diagnóstico da situação no estado do Paraná, inclusive quanto à existência de graxarias e farinheiras. Das quatro graxarias em atuação no estado, que estão recebendo carcaças desses animais, apenas uma tem Inspeção Estadual e todas estão em situação irregular.

O levantamento será feito envolvendo todos os Conselhos Municipais de Sanidade Animal existentes no estado, além da Adapar, Vigilância Sanitária e Faep. “Sabe-se que cerca de 80% dos animais mortos fazem parte do sistema integrado, cuja responsabilidade pelo destino das carcaças deveria ser das indústrias integradoras, proprietária dos animais, mas elas acabam deixando o problema nas mãos do integrado, que arcam com as despesas e precisam agora, definir essa questão junto aos órgãos competentes”, finaliza Backes.

REGISTRO GENEALÓGICO

Por outro lado, a APS recebeu a visita, nesta terça-feira, dia 14, do Superintendente Nacional do Registro Genealógico da ABCS, Valmir Costa da Rosa, para a realização de uma auditoria técnica na documentação relacionada aos registros genealógicos efetivados pela Associação Paranaense dos criadores de suíno.

De acordo com Severino Antunes Bezerra, Vice-Presidente Técnico da APS, a realização dessa auditoria, que atendeu as expectativas, é de suma importância para mostrar a qualidade da execução dos serviços feitos pela APS. "Isso também demonstra a qualidade do plantel paranaense e serve de referência para todo o país", diz Severino. Ele informa, ainda, que são feitos cerca de 5 mil registros genealógicos, mensalmente, pela APS, sendo que a partir do mês de junho o registro será on line, através do site da ABCS. A propósito, a auditoria, que é realizada pela ABCS, através de um convênio que ela mantém com o MAPA, permite dizer que os criadores de suínos do Paraná estão aptos a integrar o sistema nacional de registro genealógico on line.

 

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