Leitão Maturado faz a festa no Paraná

Neste ano, o evento chegou à sua décima edição, com quase 400 mesas servidas e um público acima de 9 mil pessoas, que foram servidas em apenas 8 minutos.

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Um evento onde a organização se destaca e o espírito voluntário se torna evidente em cada colaborador e em todas as ações que envolvem a sua realização. O resultado disso é o sucesso, tanto de público, quanto em termos de promoção social e comunitária, com benefícios significativos também no campo econômico, pois serve para promover um sistema que integra a cadeia produtiva de proteína animal, no caso, a suinocultura.

Assim é a Festa do Leitão Maturado de Itapejara D´Oeste, município localizado na região Sudoeste do Paraná, a 30 quilômetros de Francisco Beltrão. Neste ano, o evento realizado no último domingo, dia 5 de maio, chegou à sua décima edição com quase 400 mesas servidas e um público acima de 9 mil pessoas, que foram servidas em apenas 8 minutos.

Em cada mesa montada nos pavilhões do Centro de Eventos do município, o leitão maturado, ingrediente principal dessa festa gastronômica, foi servido acompanhado de pratos quentes e frios, incluindo saladas e frutas, para grupos de até 25 pessoas. Multiplicando-se esse número pelo total de mesas servidas, ou seja, 370 mesas, se tem uma ideia da dimensão do evento.

O evento é uma promoção da Associação de Suinocultores e Avicultores de Itapejara D´Oeste, com participação direta da família rotária local, incluindo os jovens do Interact e Rotaract, e conta com apoio da Prefeitura Municipal. É a segunda maior festa gastronômica à base de carne suína do Paraná – perde apenas para a famosa Festa do Porco Assado no Rolete, de Toledo, no Oeste paranaense-, e faz parte do Calendário Oficial de Eventos do Paraná.

Uma festa pronta

O evento chegou ao nível de ser uma festa pronta em termos de organização e público, pois tão logo começa a venda dos convites, eles se esgotam rapidamente e os organizadores são obrigados a dispensar um número cada vez maior de interessados em também participar da promoção. É o que tem ocorrido nas últimas edições e isso faz com que os organizadores tentem obter verbas junto ao governo do Estado para ampliar a estrutura física do local da festa, permitindo disponibilizar um número maior de convites.

Segundo Jacir José Dariva, idealizador da festa, o evento foi planejado para promover o consumo da carne suína e, com o passar do tempo, se firmou como festa gastronômica, sendo que o leitão maturado, por sua vez, se tornou o prato típico do município. “Toda cidade tem um prato típico e, como suinocultor, tivemos a ideia de elaborar um leitão diferente, mudando o tempero e a forma de cozimento, o que resultou no nosso leitão maturado”, relata Dariva, que atualmente integra a diretoria da Associação dos Suinocultores do Paraná (APS), como vice-presidente Administrativo da entidade.

Voluntários

A realização do evento envolve um número expressivo de voluntários. São mais de 300 pessoas, incluindo integrantes do Rotary Clube local e da Associação de Senhoras de Rotarianos (ASR), além de colaboradoras da Associação de Proteção à Maternidade e Infância (APMI), de Itapejara. “Quando começamos a tratar dos detalhes da festa, nem precisamos pedir ajuda, pois os voluntários vão surgindo e é essa soma de esforços que garante o sucesso do evento”, conta a presidente da ASR, Rejane Venturin, ela própria uma voluntária que passa horas envolvidas na realização da festa. Ao seu lado, outra voluntária, a atual vice-prefeita de Itapejara D´Oeste, Marli Dariva, esposa de Jacir, também se mantém atenta a todos os detalhes, para que tudo ocorra conforme previsto, após várias reuniões e horas ininterruptas dedicadas à organização da festa.

Preparativos

Os preparativos da festa começam cerca de dois meses antes, observando-se todas as questões de logística da promoção. Os leitões, por exemplo, são abatidos com antecedência de quinze dias, e após serem temperados e desossados são mantidos sob refrigeração em câmaras frias à temperatura de 2°C. A técnica de amaciamento após o abate do animal, no processo da refrigeração, melhora a sua textura e o seu sabor. O tempero, por sua vez, contém iguarias, e o leitão é embalado individualmente, permanecendo refrigerado, enquanto uma pessoa é encarregada de mexer diariamente o leitão para que o tempero fique uniforme.

No dia do evento, logo no início da madrugada, o leitão é fervido com vinho, extrato de tomate, manteiga, cebola e após a fervura, vai para a grelha para ser assado até ficar pururuca, pronto para ser servido junto com os acompanhantes, como mandioca com bacon, farofa, pães, cuca, frutas e a famosa geleia de pimenta, encomendada especialmente para a festa, dentre outros ingredientes.

Cozinhas

Para preparar os ingredientes que acompanham o prato principal, são montadas duas cozinhas, uma para preparar a farofa e a mandioca, que são colocadas em uma caixa chamada de “caixa da comida quente”, e outra cozinha para preparar pelo menos 5 tipos de saladas: maionese de maçã, repolho com gengibre, cebola com orégano e um mix de salada verde, com pimentão, couve flor, cenoura, beterraba e brócolis. Elas são colocadas em outra caixa, sendo que o kit completo contém ainda duas cucas, uma alemã a outra de nata, pão e geleia de pimenta. Cada kit serve de 25 a 30 pessoas. “A sobremesa é um conjunto de 25 docinhos de chocolate em forma de leitãozinho, nosso mascote, e um pote com abacaxi descascado e frutas da época”, conta Marli Dariva.

Novo olhar sobre a carne suína

Para promover o consumo da carne suína entre os frequentadores da festa, a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) e a Associação Paranaense de Suinocultores (APS) distribuíram um livreto com receitas de pratos à base de carne suína, destacando o potencial de uma carne saudável e saborosa.

Para o presidente da APS, Darci José Backes, que prestigiou o evento e abriu a festa ao lado do prefeito de Itapejara D´Oeste, Eliandro Picheti, é preciso que o consumidor tenha um novo olhar sobre a carne suína, hoje a mais consumida em todo o mundo. “Já passamos dos 15 quilos per capita no Brasil, mas estamos longe da média na Europa. Por isso, estão sendo intensificadas ações no sentido de divulgar o potencial da carne suína junto ao consumidor”, frisa Backes, ao citar estudos que comprovam que a carne suína apresenta um teor de colesterol inferior ao do registrado no peito de frango e teores de gordura saturada inferiores aos do filé mignon bovino.

 

NÚMEROS DA FESTA:

 

Público participante: 9.250 pessoas

Voluntários: 300

Leitões assados: 370

Assadores: 60

Média de peso de cada leitão assado: 23 kg

Bebidas: Mais de 2.000 dúzias

Cucas alemãs e de nata: 780

Kg de mandioca: 800

Kg de cebola: 500

Transporte: 24 caminhões

Tempo para servir: 8 minutos

Entidades envolvidas: 6 (Associação dos Suinocultores e Avicultores de Itapejara D´Oeste; Rotary Clube, Interact, Rotaract e Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Itapejara, Prefeitura Municipal)

 

 

 

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