FAEP discute demandas da Suinocultura

As discussões dos principais temas da atividade envolveram praticamente todos os setores ligados ao sistema, justamente visando definir as propostas que devam constar no Plano agrícola e Pecuário de 2013.

 

Dentro do planejamento de ações das 10 Comissões Técnicas da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), que estão discutindo as demandas de cada setor produtivo do Paraná para constarem no rol de propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2013, a FAEP debateu recentemente as principais questões relacionadas à suinocultura do estado.

As discussões dos principais temas da atividade envolveram praticamente todos os setores ligados ao sistema, justamente visando definir as propostas que devam constar no referido plano agrícola e pecuário. Esse encontro de suinocultores com técnicos e representantes da FAEP, em Curitiba, marcou o início dos trabalhos da Comissão Técnica da Suinocultura da entidade, que passou a ser presidida por um dos integrantes da diretoria da Associação Paranaense de Suinocultores – APS, o produtor Reny Geradi de Lima, de Pato Branco. O vice-presidente da comissão é Maurício Queiroz Teixeira, de Arapoti.

Propostas

Dentro do Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais – Moderagro -, considerado uma alternativa para investimento na diversificação da produção rural, as propostas que envolvem a suinocultura visam incluir como itens financiados pelo Moderagro as benfeitorias e equipamentos para instalação, ampliação e modernização de Unidades de Produção de Leitões (UPLs), com o objetivo de fomentar a suinocultura. Nesse sentido, o setor quer garantir, também, o compromisso da indústria quando essa propor o aumento da produção, para que daí ocorram novos investimentos. Ou seja, a indústria terá que dar garantias de que irá absorver a produção e estimular a atividade com preços compensadores, que justifiquem novos investimentos por parte do produtor.

Ainda quanto ao Moderagro, propõe-se que seja estabelecido o limite de investimento de R$ 5 milhões para UPLs e de R$ 2,5 milhões para crechários.

Quanto ao custeio agrícola, a proposta dos suinocultores do Paraná, através da FAEP, é que se torne permanente o limite de crédito de R$ 2 milhões por beneficiário para retenção de matrizes suínas.

No que diz respeito à comercialização, propõe-se que seja criado um preço mínimo definitivo para suínos e que se permita financiar a estocagem de produtos agropecuários integrantes da PGPM – FEPM.

Novas reuniões

Por ocasião da primeira reunião da Comissão Técnica da Suinocultura da FAEP, suinocultores de várias regiões do Paraná, incluindo o presidente da APS, Darci José Backes, ajudaram na definição do cronograma de trabalho da Comissão para 2013, com a realização de reuniões ordinárias a cada trimestre e de reuniões extraordinárias de acordo com a necessidade.

Segundo Reny Gerardi de Lima, a próxima reunião ordinária deve acontecer no mês de maio, em data ainda a ser definida. “Em abril, haverá reuniões nas regionais de Suínos de Toledo, Francisco Beltrão e na região Sul do Estado, quando daremos início ao levantamento dos dados que irão nos auxiliar na composição do custo final de produção”, informa Reny.

Carne suína na merenda escolar

Um dos pontos que deve ser tratado, imediatamente, é retomar as tratativas com o Governo do Estado para a introdução da carne suína na merenda escolar. “Trata-se de uma reivindicação antiga e o governo passado chegou a assumir o compromisso em adotar a carne como uma das opções da merenda, mas isso não foi efetivado. Agora, pretendemos retomar as conversações com o atual governo e pedir que isso ocorra de imediato”, disse Reny, acrescentando que uma vez atendida essa reivindicação do setor, será possível criar o hábito nas crianças e jovens de consumir uma carne saborosa e saudável, como é a carne suína, ajudando a dar vazão à produção.

 

 

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